segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Oriente na Umbanda

Transcrevo aqui, uma parte da apostila de nosso Templo, a qual utilizei alguns livros sobre o assunto, como A Linha do Oriente na Umbanda , Ciganos na Umbanda, entre outras fontes de Edmundo Pellizari.




LINHA DE ORIENTE:

A Linha de Oriente é mais uma, como entre outras conhecidas como: Linhas Cruzadas, pois se fundamentam não apenas nos Orixás Africanos, mas se fundamentaram em fundamentos religiosos.

Linha do Oriente é parte da he­rança da Umbanda brasileira. Ela é com­posta por inúmeras entidades, classi­ficadas em sete falanges e em maior parte de origem oriental. Apesar dis­­so, muitos espíritos desta Linha po­dem apre­sentar-se como caboclos ou pretos velhos.

O Caboclo Tibirí (ca­bo­clo japo­nês) e Pai Jacó (Jacob do Ori­ente, um preto velho bastante ver­sado na Ca­bala Hebraica), são os casos mais co­nhe­cidos.


Hoje em dia, ganha força o cul­to do Caboclo Pena de Pa­vão, enti­dade que trabalha com as for­ças espiri­tuais divinas de origem indiana. Mas nem todos os espíritos são ori­entais no sentido comum da palavra.


“ A referencia ao Oriente aqui, não tem haver com a localização geográfica, mas sim, uma conotação política e cultural. O Oriente é Luz, é iluminação, é brilho, é ascensão.
O Circulo do Grande Oriente é uma imensa escola iniciatica, para espíritos ascencionados. Esse Circulo Luminoso, é sustentado por Orixás(Coroa Divina) e por Guias Luminosos, que não se manifestam em incorporações, pois suas funções estão ligadas a sustentação astral da religião e suas diferentes atuações. É nessa egregora que são concebidas as formas de atuação religiosa e são preparados os guias e protetores que atuarão nos Templos por meio de incorporações mediúnicas. .- Mestre Mahi Mehi Hor Yê


A linha de Oriente tem enviado uma quantidade imensa de espíritos para corrente astral da Umbanda. São entidades de elevado senso espiritual e moral e vem com a missão de humanizar corações endurecidos e fecundar a fé, os valores espirituais, morais e éticos no mental humano.

Essa linha é regida por Pai Oxalá e Pai Xangô, e tem como patrono um espírito conhecido em sua ultima encarnação, como João Batista, irradiador de muita Luz, sincretizado como Xangô do Oriente e conhecido como Kaô.

Es­ta Linha procurou abri­gar as mais di­ver­sas entidades, que a princípio não se encaixavam na matriz formadora do bra­sileiro (índio, português e afri­cano).

A Linha do Oriente foi muito popular de 1950 a 1960, quando as tradições bu­­­distas e hindus se firmaram entre o povo brasileiro. Os imigrantes chineses e japoneses, sobretudo, passaram a fre­­qüentar a Umbanda e trouxeram se­us ances­trais e costumes mágicos.Antes destas datas, também era co­mum nesta Linha a presença dos que­ridos espíritos ciganos, que possuem ori­­­gem oriental.

Mas tamanha foi a sim­patia do povo umbandista por estas en­­­tidades, que os espíritos criaram uma "Linha" independente de trabalho, com sua própria hierarquia, magia e ensi­na­mentos.

Hoje a influência do Povo Ci­gano cresce cada vez mais dentro da Umbanda.
Existem muitas maneiras de classi­ficar esta Linha e este pequeno texto, não pretende colocar uma ordem na ma­neira dos umbandistas estudarem es­ta vertente de trabalho espiritual. Dei­xo a palavra final para os mais ve­lhos e sábios, desta belíssima e diver­sificada religião.

Saudação:
Namastê, Ori ou Salve o Oriente!


CARACTERÍSTICAS DA LINHA DO ORIENTE:



Lugares preferidos para ofe­rendas: As entidades gostam de co­linas descampadas, praias desertas, jar­dins reservados (mas também rece­bem oferendas nas matas e santuários ou congás domésticos).

Cores das velas: Rosa, amarela, azul clara,dourada, alaranjada ou branca.

Bebidas: Suco de morango, suco de abacaxi, água com mel, cerveja e vinho doce branco ou tinto, conhaque,.

Tabaco: Fumo para ca­chimbo ou charuto.Tam­­bém utili­zam ci­gar­ro de cravo.

Ervas e Flores: Alfa­zema, todas as flores que sejam bran­cas, palmas ama­relas, mon­senhor branco, monse­nhor amarelo

Essências: Alfazema, olíbano, ben­joim, mirra, sân­da­lo e tâmara.

Pedras: Citrino, quart­zo rutilado, topá­zio im­perial (citrino tor­nado ama­relo por aque­ci­men­to) e topá­zio.

Dia da semana recomen­dado para o culto e ofe­rendas semanais: Quinta-feira e domingos

Lua recomendada (para oferenda mensal): Se­gundo dia do quarto min­guante ou primeiro dia da Lua Cheia.

Guias ou colares: Algumas criam suas pró­prias guias, se­gundo o mis­tério que trabalham, outras usam toda rosa, ou de cristais de acordo com sua hierarquia.

CLASSIFICAÇÃO DA LINHA DO ORIENTE

Suas Falanges, Espíritos e Chefes:

01 - Falange dos Indianos:

Espíritos de antigos sacerdotes, mes­tres, yogues e etc. Um de seus mais conhecidos inte­gran­tes é Ramatis, que na linha de Umbanda, se manifesta como Pai Benedito.


Outros manifestantes conhecidos , são o Caboclo Pena de Pavão, Caboclo 7 Mares, Caboclo do Fogo(ligados a Agni, divindade Hindu) e Caboclo Sultão das Matas, sendo que este é responsável por atuar em 08 religiões diferentes, dando sustentação a todas, a hierarquia desse Caboclo, é sustentada por uma Divindade Indiana , por seu nome hindu e conhecida na Umbanda como Oxossi.
Esta linha esta sob a chefia de Pai Zartu.

Para afastar energias negativas diversas faça essa Oferenda:

Traçar no chão um hexagrama(estrela de 6 pontas) com pemba amarela. Firmar 3,5 ou 7 velas amarelas e colocar flores brancas ou amarelas, e incenso de verbena, de rosa ou outra flor, tudo dentro do hexagrama.



Cantar o ponto ou recitar:

Ponto cantado:
Ory já vem,
Já vem do oriente
A benção, meu pai,
Proteção para a nossa gente.
A benção, meu pai,
Proteção para a nossa gente.



Segue na proxima semana....




Um comentário:

  1. Excelente texto, trouxe muita luz a respeito dessa Linha!Abraços!

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